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Mariposa (Alexandre Américo e Pedro Vitor, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
No mais, os atores são bem dirigidos e o filme, inegavelmente, tem imagens elegantes e desenha discursos interessantes no campo do mágico e ancestral. Mas peca em não entregar o palpável, tampouco desperta qualquer sentimento. No fim, sem as boas imagens suspensas, não há nada.

Giulia Dela Pace
há 18 horas


Gastronomia do Olho (Nicolau, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A “Gastronomia do Olho”, é servida ao olhar espectatorial antes de tudo. Começo, portanto, pela fotografia em película, em 16mm, aliás, que constitui uma experimentação de Nicolau, diretor do curta, com o próprio meio, tanto em sua dimensão formal quanto em seu conteúdo. A escolha não se restringe a um suporte técnico, claro, mas integra a construção estética da obra e a maneira como ela se oferece ao olhar.

Giulia Dela Pace
há 1 dia


Ana, en Passant (Fernanda Salgado, 2026)Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Em Ana, en Passant (2026), de Fernanda Salgado, há algo na animação que não consegue ser acessado pelo live action. Na cena da dança da personagem ou ao levar a concha para ouvir o mar, quando toda a silhueta da personagem é preenchida por água, temos mais de uma forma de acessar a memória de egun; da alma.

Giulia Dela Pace
há 1 dia


Brasília – Planejamento Urbano (Fernando Coni Campos, 1964-1965) - Abertura do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Apenas um relance do cinema moderno, mostrando-se presente no léxico cinematográfico de Coni Campos, que apesar de estar executando um filme institucional, seus traços de autor deixam transparecer em alguns momentos.

Giulia Dela Pace
há 7 dias


Música Secular (Emanuel Lavor, 2026) - Sessão Especial - Hors Concours | 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
E Música Secular (2026), de Lavor, parece surgir justamente dessa crítica, porém alinhado a uma discussão sobre o desejo, onde sua fonte está justamente no interdito, naquilo que é proibido ou perigoso. Naquilo que deve ser negado conscientemente.

Giulia Dela Pace
há 7 dias


Vejo Você de Repente (Aída da Costa, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A aflição e o constrangimento de deparar-me com algo estritamente pessoal, portando rascunhos e relevos inacabados, equivalem à experiência que tive com Vejo Você de Repente (2026) de Aída da Costa, filme integrante da Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens.

Giulia Dela Pace
15 de set.


"Mirrors No.3" e o vazio como expressão
Em Mirrors No.3, Petzold nos entrega uma experiência serena e intimista, em que o drama nasce muito mais do acúmulo de vazios da vida do que de um momento apoteótico

Júlio Oliveira
20 de ago.


“Obsessão” e a inércia cruel do cara legal
O ano de 2026 está sendo o ano dos youtubers no terror: Backrooms: Um Não-Lugar, de Kane Parsons; Iron Lung de Markiplier e Obsessão, de Curry Barker, demonstram a força dessa tendência. No caso de Barker, seu primeiro filme com distribuição nas salas de cinema já arrecadou, nas três primeiras semanas, cerca de 150 milhões de dólares, um sucesso estrondoso, considerando o orçamento de 750 mil. Esse sucesso reverbera nas redes sociais, onde são geradas teorias e finais explica

Amanda Lana
6 de jul.


"Euphoria" o fim de uma série que marcou uma geração
Do êxtase da juventude ao fracasso da redenção Entre maquiagens coloridas, glitter e uma fotografia lúdica, Euphoria se tornou um ícone desde sua criação em 2019, por Sam Levinson e pela não-creditada, Petra Collins. Representando toda uma geração, Euphoria trouxe à tona a necessidade de diferentes formas de escapismos: drogas, vícios, festas, redes sociais e relacionamentos tóxicos, frente a uma sociedade repleta de caos e vazios existenciais. A terceira temporada, por sua v

Fernanda Parrado
29 de jun.


"Backrooms: Um Não-Lugar" navega entre espaços
Com planos cinematográficos interessantes e ótima edição, o filme Backrooms: Um Não-Lugar, dirigido por Kane Parsons, apresenta não só uma perspectiva de mudança de espaços habitados e transformados em espaços vazios, como traz à tona um olhar extremamente lúdico sobre como esses ambientes são ocupados, ou melhor, desocupados. "À medida que você percorre a vida, a mente não treinada acumula ciclos, hábitos, comportamentos, para mantê-lo vagando em círculos. Criando os mesmos

Fernanda Parrado
8 de jun.


“Imperfeitamente Perfeita” e a inflação narrativa como fonte de sensibilidade
Filme de James L. Brooks usa sua protagonista, Ella, como ponto de convergência entre sua própria voz e a expressão das outras personagens

Pedro Daher
6 de jun.


"Ainda Orangotangos" e a cidade febril em carne viva
Sem a proteção de cortes, o real se torna uma permanência sufocante na qual resta apenas a exposição contínua dos corpos, do desejo e da violência

Laura Fardin Kochhann
29 de mai.


"Clamor do Sexo" e a impressão que é empurrada para dentro da tela
Retratando os anos 1920, com a cara do fim dos anos 1950, e lançado no início dos anos 1960, “Clamor do Sexo”, de Elia Kazan, transforma impressões em ações, com um quê de abstração

Pedro Daher
28 de mai.


"Toute la mémoire du monde" entre memórias e mausoléus
Há um tipo de documentário que se consolidou popularmente como mais “educativo” ou mesmo “objetivo” — apesar desse último adjetivo ser um tanto absurdo. Estou falando, obviamente, dos documentários conhecidos como expositivos.

Júlio Oliveira
26 de mai.


“Michael” é uma evolução frustrante da cinebiografia
Polido ao extremo, o filme de Antoine Fuqua quase consegue reduzir o rei do pop à sua versão mais publicitária

Davi Alencar
26 de abr.


“O Drama” reflete sobre a quem concedemos o benefício da dúvida
Dando voz aos ansiosos, o filme de Kristoffer Borgli julga uma quase ação e condena o indivíduo-exemplo pelo mal coletivo

Davi Alencar
19 de abr.


"A Voz de Deus" ou a infância transformada em performance
Fé, infância e trabalho se entrelaçam em uma sociedade cada vez mais miserável e adoecida. Em A Voz de Deus, o sagrado coexiste com a sobrevivência básica e a materialidade não é ignorada em momento algum

Júlio Oliveira
16 de abr.


“Sherlock Jr.” Celebrando um cinema recém-nascido
Quando o cinema ainda dava os seus primeiros passos, Buster Keaton já celebrava a arte com um filme que a gente consegue tocar

Júlio Oliveira
6 de abr.


"Devoradores de Estrelas": Existe vida na Terra em 2026?
Entre o toque e a separação, Devoradores de Estrelas ressignifica o espaço enquanto experiência de encontro

Júlio Oliveira
29 de mar.


"Máquina de Guerra" é mais um sintoma do que o cinema pode vir a ser — e é preocupante
Despido de qualquer característica redentora, o filme estrelado por Alan Ritchson é incapaz de expressar qualquer coisa que seja

Júlio Oliveira
22 de mar.
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