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Vinte Vinte Quatro (Davi Pieri, 2026) - Mostra Brasília de Curta-metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Coesão e eloquência política alinhadas ao fazer artístico nem sempre se relacionam harmonicamente. A fluência intelectual em uma não necessariamente se expressa adequadamente na outra — afinal, são linguagens diferentes. Felizmente, não é o caso de Vinte Vinte Quatro. No documentário, que se encadeia tão cuidadosa e estreitamente aos elementos da ficção, a comunhão entre confinamento e criação partilha das mesmas frestas de uma ternura resquicial de vidas antes do isolamento.

Paula Hong
28 de set.


Brasifilia (Francenilton Klava, 2026) - Premiere DF | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A crítica dirige-se à americanização, à guitarra elétrica e à negação de uma suposta brasilidade, ao mesmo tempo que incorpora essa mesma “americanicidade” antropofagizada. Ou, talvez, a negação do próprio tesão sobre o Brasil; a Brasifilia. Os parangolés — referência a Oiticica — também complementam o debate justamente por serem uma obra antiarte, portanto, criada para o espectador ativo e que só é vista quando vestida e movimentada pelo corpo.

Giulia Dela Pace
24 de set.


Pequenas Tragédias (Daniel Nolasco, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
É nesse contexto que Pequenas Tragédias (2026), de Daniel Nolasco, revisita a vida do diretor em Catalão, no interior goiano. O filme ainda se aproxima do humor de esquetes, em uma estrutura que remete a programas televisivos dos anos 1970, como Monty Python’s Flying Circus, por exemplo. Bem divertido. E muito embora a primeira metade do filme seja mais leve, até certo ponto, Nolasco faz do humor uma válvula de escape para situações absurdas, conduzindo o espectador à reflexã

Giulia Dela Pace
23 de set.


Jornada nas Estrelas (Angelo Pignaton, 2025) - Premiere DF | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Assim, o curta nos leva a discussões que vão para além da própria família do diretor, universalizando questões como burocratização da memória, lacunas biográficas e ausência de algo que atormenta as recordações familiares, atravessadas pela história institucional e pública de um lugar. Há em "Jornadas" algo com que cada espectador obcecado pelos mais diversos temas possa se reconhecer, ainda que eu tenha me visto presa à mesma compulsão da qual sofre Odetta, em Teorema (1968)

Giulia Dela Pace
23 de set.


Delegado (Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, 2026) - Sessão Especial | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Há uma qualidade em sua atuação que merece destaque: o chamado “atuar com os olhos”. Embora seja uma característica um tanto piegas de ressaltar, Massaro entrega, em cena, tudo o que seu personagem sente. De longe, um ator que consegue entregar um personagem tão transparente e ainda inocente sobre os vícios da corrupção foi a melhor escolha para a série.

Giulia Dela Pace
23 de set.


Cobertura - 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Se o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro carrega uma memória incontornável do cinema nacional, sua importância também reside na possibilidade de um futuro. É o espaço em que filmes inéditos encontram sua primeira telona e muitos cineastas trocam ideias, criam novos movimentos. Um abraço a todas as pessoas que fizeram este FBCB possível em 2026! Me pergunto o que P. E. Salles Gomes estaria pensando agora.

Revista Cine-Stylo
22 de set.


Mariposa (Alexandre Américo e Pedro Vitor, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
No mais, os atores são bem dirigidos e o filme, inegavelmente, tem imagens elegantes e desenha discursos interessantes no campo do mágico e ancestral. Mas peca em não entregar o palpável, tampouco desperta qualquer sentimento. No fim, sem as boas imagens suspensas, não há nada.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Ana, en Passant (Fernanda Salgado, 2026)- Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Em Ana, en Passant (2026), de Fernanda Salgado, há algo na animação que não consegue ser acessado pelo live action. Na cena da dança da personagem ou ao levar a concha para ouvir o mar, quando toda a silhueta da personagem é preenchida por água, temos mais de uma forma de acessar a memória de egun; da alma.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Música Secular (Emanuel Lavor, 2026) - Sessão Especial - Hors Concours | 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
E Música Secular (2026), de Lavor, parece surgir justamente dessa crítica, porém alinhado a uma discussão sobre o desejo, onde sua fonte está justamente no interdito, naquilo que é proibido ou perigoso. Naquilo que deve ser negado conscientemente.

Giulia Dela Pace
15 de set.


Crítica - Fogo Abismo (Roni Sousa, 2025) | Não sou amiga sua, Roni
Ao confundir arte com desabafo, o diretor impõe ao espectador um oversharing indigesto

Giulia Dela Pace
22 de set. de 2025


Crítica - Replika (Piratá Waurá e Heloisa Passos, 2025)
Da materialidade da contação de histórias à destruição da (in)corporeidade ancestral

Giulia Dela Pace
22 de set. de 2025


Crítica - Atravessa Minha Carne (Marcela Borela, 2025)
Marcela Borela e o deslocamento do olhar de Wiseman

Rafael Ramagem
21 de set. de 2025


Crítica - Dança dos Vagalumes (Maikon Nery, 2025) | Arte e fabulação: caminhos para futuros outros
Maikon Nery trabalha imaginação e memória como aliadas políticas para um futuro iluminado

Paula Hong
19 de set. de 2025


Crítica - O Agente Secreto (Kleber Mendonça Filho, 2025) | O mistério da memória
Em seu mais novo filme, Kleber Mendonça Filho usa da ficção para costurar passado recente do Brasil

Paula Hong
19 de set. de 2025


Crítica - Quatro Meninas (Karen Suzane, 2025) | Da Abjeção
Ou: do filme mais bizarro exibido até então no 58º Festival de Brasília.

Davi Pieri
17 de set. de 2025


Crítica - Notas sobre a Identidade (Marisa Arraes, 2025) | Máquinas Desejantes
Marisa Arraes desconstrói o discurso padrão escolhido pela curadoria do 58º Festival de Brasília em um filme de corpos sem órgãos.

Davi Pieri
17 de set. de 2025


Cobertura - 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Confira a cobertura abaixo "Esta edição histórica integra o planejamento trienal iniciado em 2024, sob gestão compartilhada entre a...

Revista Cine-Stylo
16 de set. de 2025


Terceiro milênio (Jorge Bodanzky, 1982) - Mostra Clássicos do Cinema Brasileiro | 58° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Partilha amazônica do sensível na câmera-caneta de Jorge Bodanzky.
Rafael Ramagem & Davi Pieri
16 de set. de 2025


Crítica - Morte e Vida Madalena (2025)
O penoso sepultamento das boas ideias natimortas.

Giulia Dela Pace
15 de set. de 2025


Crítica - Safo (2025)
Há uma delicadeza inegável na abordagem do feminino, sustentada pela trilha sonora, pela animação e por uma atmosfera mística, quase mágica.

Giulia Dela Pace
15 de set. de 2025
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