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"Já Não Temos Nem Vontade de Brigar": quando festas coletivas dão lugar a celebrações cada vez mais reclusas
Filme de Brunno Bimbati transforma reunião familiar em um retrato do desgaste dos vínculos e do esvaziamento das festividades Trecho do filme Já Não Temos Nem Vontade de Brigar (Bimbati, 2025) Para aqueles que vivenciaram as festas de fim de ano nos anos 1990 a 2000, a lembrança dessa época pode vir carregada de uma certa nostalgia: risadas, a chegada de familiares distantes, a preparação para a ceia, onde cada um fazia e levava uma comida, crianças vestidas com suas melhores

Fernanda Parrado
há 22 horas


"Os Ruminantes" e a especulação da linguagem
Concentrado nos relatos e no alcance imagético de quatro pessoas, documentário sobre um filme que nunca existiu se firma enquanto propulsor de uma linguagem oral que se fortalece pelo registro de arquivo

Pedro Daher
há 23 horas


Vinte Vinte Quatro (Davi Pieri, 2026) - Mostra Brasília de Curta-metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Coesão e eloquência política alinhadas ao fazer artístico nem sempre se relacionam harmonicamente. A fluência intelectual em uma não necessariamente se expressa adequadamente na outra — afinal, são linguagens diferentes. Felizmente, não é o caso de Vinte Vinte Quatro. No documentário, que se encadeia tão cuidadosa e estreitamente aos elementos da ficção, a comunhão entre confinamento e criação partilha das mesmas frestas de uma ternura resquicial de vidas antes do isolamento.

Paula Hong
28 de set.


Brasifilia (Francenilton Klava, 2026) - Premiere DF | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A crítica dirige-se à americanização, à guitarra elétrica e à negação de uma suposta brasilidade, ao mesmo tempo que incorpora essa mesma “americanicidade” antropofagizada. Ou, talvez, a negação do próprio tesão sobre o Brasil; a Brasifilia. Os parangolés — referência a Oiticica — também complementam o debate justamente por serem uma obra antiarte, portanto, criada para o espectador ativo e que só é vista quando vestida e movimentada pelo corpo.

Giulia Dela Pace
24 de set.


Pequenas Tragédias (Daniel Nolasco, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
É nesse contexto que Pequenas Tragédias (2026), de Daniel Nolasco, revisita a vida do diretor em Catalão, no interior goiano. O filme ainda se aproxima do humor de esquetes, em uma estrutura que remete a programas televisivos dos anos 1970, como Monty Python’s Flying Circus, por exemplo. Bem divertido. E muito embora a primeira metade do filme seja mais leve, até certo ponto, Nolasco faz do humor uma válvula de escape para situações absurdas, conduzindo o espectador à reflexã

Giulia Dela Pace
23 de set.


Jornada nas Estrelas (Angelo Pignaton, 2025) - Premiere DF | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Assim, o curta nos leva a discussões que vão para além da própria família do diretor, universalizando questões como burocratização da memória, lacunas biográficas e ausência de algo que atormenta as recordações familiares, atravessadas pela história institucional e pública de um lugar. Há em "Jornadas" algo com que cada espectador obcecado pelos mais diversos temas possa se reconhecer, ainda que eu tenha me visto presa à mesma compulsão da qual sofre Odetta, em Teorema (1968)

Giulia Dela Pace
23 de set.


Delegado (Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, 2026) - Sessão Especial | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Há uma qualidade em sua atuação que merece destaque: o chamado “atuar com os olhos”. Embora seja uma característica um tanto piegas de ressaltar, Massaro entrega, em cena, tudo o que seu personagem sente. De longe, um ator que consegue entregar um personagem tão transparente e ainda inocente sobre os vícios da corrupção foi a melhor escolha para a série.

Giulia Dela Pace
23 de set.


Mariposa (Alexandre Américo e Pedro Vitor, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
No mais, os atores são bem dirigidos e o filme, inegavelmente, tem imagens elegantes e desenha discursos interessantes no campo do mágico e ancestral. Mas peca em não entregar o palpável, tampouco desperta qualquer sentimento. No fim, sem as boas imagens suspensas, não há nada.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Futuro Decadance (Leviathan, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Ao alternar entre a pesquisa documental, as entrevistas e a ficção, o filme nem sempre estabelece relações suficientemente claras entre esses materiais, fazendo com que pareçam dois filmes diferentes que foram reunidos em um mesmo trabalho.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Gastronomia do Olho (Nicolau, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A “Gastronomia do Olho”, é servida ao olhar espectatorial antes de tudo. Começo, portanto, pela fotografia em película, em 16mm, aliás, que constitui uma experimentação de Nicolau, diretor do curta, com o próprio meio, tanto em sua dimensão formal quanto em seu conteúdo. A escolha não se restringe a um suporte técnico, claro, mas integra a construção estética da obra e a maneira como ela se oferece ao olhar.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Ana, en Passant (Fernanda Salgado, 2026)- Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Em Ana, en Passant (2026), de Fernanda Salgado, há algo na animação que não consegue ser acessado pelo live action. Na cena da dança da personagem ou ao levar a concha para ouvir o mar, quando toda a silhueta da personagem é preenchida por água, temos mais de uma forma de acessar a memória de egun; da alma.

Giulia Dela Pace
21 de set.


Brasília – Planejamento Urbano (Fernando Coni Campos, 1964-1965) - Abertura do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Apenas um relance do cinema moderno, mostrando-se presente no léxico cinematográfico de Coni Campos, que apesar de estar executando um filme institucional, seus traços de autor deixam transparecer em alguns momentos.

Giulia Dela Pace
15 de set.


Música Secular (Emanuel Lavor, 2026) - Sessão Especial - Hors Concours | 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
E Música Secular (2026), de Lavor, parece surgir justamente dessa crítica, porém alinhado a uma discussão sobre o desejo, onde sua fonte está justamente no interdito, naquilo que é proibido ou perigoso. Naquilo que deve ser negado conscientemente.

Giulia Dela Pace
15 de set.


Vejo Você de Repente (Aída da Costa, 2026) - Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens | 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A aflição e o constrangimento de deparar-me com algo estritamente pessoal, portando rascunhos e relevos inacabados, equivalem à experiência que tive com Vejo Você de Repente (2026) de Aída da Costa, filme integrante da Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens.

Giulia Dela Pace
15 de set.


"Mirrors No.3" e o vazio como expressão
Em Mirrors No.3, Petzold nos entrega uma experiência serena e intimista, em que o drama nasce muito mais do acúmulo de vazios da vida do que de um momento apoteótico

Júlio Oliveira
20 de ago.


A ficção dominante depois da crítica
Sobre dor, subjetividade masculina e o lugar reservado às mulheres em A Odisseia, de Christopher Nolan

Michelle Daminello
3 de ago.


Helena Solberg e Lucia Murat contra Autoritarismos na 21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto
Mais do que relembrar filmes históricos, Helena Solberg e Lucia Murat transformaram a 21ª CineOP em um espaço de reflexão sobre memória, resistência e os desafios enfrentados por mulheres cineastas durante e após a ditadura militar no Brasil

Fernanda Parrado
21 de jul.


“Obsessão” e a inércia cruel do cara legal
O ano de 2026 está sendo o ano dos youtubers no terror: Backrooms: Um Não-Lugar, de Kane Parsons; Iron Lung de Markiplier e Obsessão, de Curry Barker, demonstram a força dessa tendência. No caso de Barker, seu primeiro filme com distribuição nas salas de cinema já arrecadou, nas três primeiras semanas, cerca de 150 milhões de dólares, um sucesso estrondoso, considerando o orçamento de 750 mil. Esse sucesso reverbera nas redes sociais, onde são geradas teorias e finais explica

Amanda Lana
6 de jul.


"Euphoria" o fim de uma série que marcou uma geração
Do êxtase da juventude ao fracasso da redenção Entre maquiagens coloridas, glitter e uma fotografia lúdica, Euphoria se tornou um ícone desde sua criação em 2019, por Sam Levinson e pela não-creditada, Petra Collins. Representando toda uma geração, Euphoria trouxe à tona a necessidade de diferentes formas de escapismos: drogas, vícios, festas, redes sociais e relacionamentos tóxicos, frente a uma sociedade repleta de caos e vazios existenciais. A terceira temporada, por sua v

Fernanda Parrado
29 de jun.


"Clamor do Sexo" e a impressão que é empurrada para dentro da tela
Retratando os anos 1920, com a cara do fim dos anos 1950, e lançado no início dos anos 1960, “Clamor do Sexo”, de Elia Kazan, transforma impressões em ações, com um quê de abstração

Pedro Daher
28 de mai.
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