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A Revista Singular agora é Cine-Stylo!



Após um hiato desde o início do ano, a Revista Singular retorna, agora como

Revista Cine-Stylo.

A mudança se dá no contexto de renovação da produção da revista, com as luzes agora inteiramente sobre o cinema. A essência se mantém - nossa linha editorial aprofunda-se a partir daquilo que nos levou a fundar a antes coluna de cinema da Singular, que levava justamente o nome de Cine-Stylo, bem como temos ainda redatores deste período definidor do que veio a ser a Singular no contexto da crítica de cinema e outras artes na internet, agora com a chegada de novos membros.


Mas afinal, por quê Cine-Stylo


Aqueles que tiverem maior familiaridade com a teoria cinematográfica podem conhecer o termo caméra-stylo, cunhado pelo crítico, teórico e cineasta francês Alexandre Astruc. Ela descreve a câmera do cineasta como uma caneta (stylo, do francês), a partir da qual o autor “escreve”, filmando, conceitos complexos tais como os que um autor de livros é capaz de elaborar. Por si só, evocar o legado de Astruc já nos apresenta e situa ideologicamente no debate cinematográfico.


Contudo, queremos ainda mais com a ideia de um cinema-stylo, um “cinema-caneta”: propôr que a caneta de nós, críticos, é o próprio cinema, com e sobre o qual escrevemos. Muitos “críticos”, especialmente no meio digital, de grande difusão, não pensam em cinema propriamente no momento de escrever sobre um filme: discorrem longamente sobre atualidades, interpretações, “afetos”, empurram o filme na caixinha do novo “método” de análise política do momento, mas esquecem a partir do que escrevem - esta arte, este fim em si mesmo, o cinema.


Daí que uma nova crítica necessita de uma Cine-Stylo.

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